...devoção à Pachamama

...devoção à Pachamama

Seja bem vindo!!!!

A esta tentativa da humanidade sensível de criar uma comunidade espiritual, solidária e leve...com devoção à Vida, a esta existência como bandeira e a consciência grupal como exercício, seguindo nosso coração como guia...tentando, tentando viver em amor e liberdade.


Lucidor Flores

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Convite...

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Conversa virtual da Escola Espiritual da Mística Andina

CURSO PEREGRINO DO CORAÇÃO
data: 30.02.008

TEMA: A FAMÍLIA SAGRADA

Lucidor saudou aos presentes e deu início a uma fala do coração, presenteando-nos com um sat sang...

“Olá, peregrinos do coração! Desde o sul da Pátria os saúdo!
Um abraço, amados!


Queridos peregrinos, a tarde avança neste dia único e gostaria que falássemos desse tempo. De que se trata este encontro? De que vamos falar? Que vamos pesquisar juntos? Vamos unir nossos corações e aprofundar em que num aspecto da verdade?”

Mama Isolda sugeriu aprofundar no tema dos 21 dias: a família sagrada. Todos celebraram a idéia e Lucidor continuou:

“O tema da família é bom. A família é o jogo principal do Ser encarnado. Jogamos muitos jogos: o jogo de aprender, o jogo de ganhar dinheiro, o jogo de encontrar um lugar no mundo que seja o “nosso lugar”, o jogo da amizade... E também há jogos obscuros, ou densos,tais como o do poder, da deliqüência. Mas há um jogo que é uma linha direta ao infinito: o jogo familiar. Ali estão as lições mais profundas. Então, a família é uma ação, é um enigma vivo e é a mandala onde a energia cósmica cria. É através deste jogo, é através desta universidade que nos “formamos” como seres humanos ou como bobalhões...

Assim, a vida se cria de um pai, de uma mãe e do filho. Esta trindade se repete em todas as tradições, Shiva-Shakti-Gopala na tradição indu, Taita Inti-Pachamama-Munay na tradição andina. Enfim, este trio também está em nós como energias: a energia yang, a ying e o ponto equilibrante. Então, é ali onde falhamos: neste equilíbrio e harmonia, entre a energia pai-masculina e a energia mãe-feminina. Falta o elo, falta o antakarana. Então, a família sagrada é um trabalho para curar por dentro e por fora a família, para transformar a dor em amor, para transformar a incredulidade e o ceticismo em compaixão e clareza.

Esse ponto é o que temos que curar. Neste trabalho, vamos "cavalgar o puma". Nas tradições ameríndias se denomina assim o trabalho sobre as sombras do masculino e do feminino. Se não curamos em nós as sombras do arquétipo masculino-pai, e feminino-mãe, teremos muitas dificuldades fora. Acho isto muito significativo. Na última viagem à Índia o Sankaracharia da tradição himalayca mandou seus monges mais avançados casar e formar famílias espiritualizadas para dar corpos aos maestros que acompanharão a Cristo.

Assim, amados, abramos as portas do coração de par em par, abramos as portas para que corram os ventos e levem as sombras, as cascas do medo à vida e cantemos a canção coragem. Ah, coragem... A união faz a força e a família é uma só numa só nação, a “Nação Pachamama”, essa mãe de toda a vida.

Então, neste trabalho vamos convidar a família a fazer yoga, vamos curar as mágoas para com a família externa. Há muita cobrança e rancor no coração entre as pessoas de uma família. Assim, vamos cavalgar o puma (que representa a família interna) e vamos voltar a reviver os vínculos perdidos. Sim, vamos fazer um movimento que inclua aos avós, aos irmãos, primos, cachorros, gatinhos, toda a família sagrada. Se há muito rancor, mágoas, se o coração está duro, fechado, então temos que curá-lo, dar uns mimos a estes vínculos até que se tornem macios e flua novamente o amor e o respeito.

Que acham? Vamos abrir-nos novamente aos vínculos desfeitos ou magoados e vamos pedir perdão e começar de novo, vamos unir a família. Vamos fazer uns cafunés nas orelhas deste puma, dar uns abraços nele... Sim, nestes 21 dias de março vamos curar os vínculos com a família. Não se trata de matar o puma interno, pois ele é necessário para trabalhar. O Senhor disse: sejam mansos como pombas, mas astutos como cobras. Poderíamos dizer hoje, sejamos inofensivos como São Francisco de Assis, mas fortes como um puma. Jesus falou de sermos inofensivos, porém inteligentes. Então, temos que tornar o puma tal qual um gatinho amável, devoto. Tal como na carta da força no tarot. Então, vamos trabalhar profundamente com a família - a interna, a externa e a família sagrada planetária, nessa bendita Nação Pachamama.

Estou muito entusiasmado com isto, sinto-me muito estimulado, pois este ano a Hierarquia declarou que o foco vai estar na família, em reforçar os vínculos familiares, em espiritualizar a família, limpar os carmas familiares. Então, vamos seguir a onda cósmica e vamos atrás de experimentar a família sagrada. E nossos futuros encontros vão ser familiares, incluirão os conflitos entre o cachorro e o cabrito de estimação! Jajajajja... É importante voltar ao velho jogo familiar de não ter vergonha da família que somos, não ter vergonha do pai e da mãe, dos nossos ancestrais. É importante compreender estes 21 dias como uma entrada para uma espiritualidade fraternal, familiar - uma forma de iluminar-se em família.

Vamos pôr foco e curar toda a mágoa, as feridas que trazemos... E poder abraçarmo-nos com o coração, não de forma hipócrita. Que delicioso que é abraçar com o coração... é um presente! Todo o trabalho será desde a criança que há em nosso coração. Faz falta escolher o coração. Nós somos a família. Temos que curar.

E também vamos trabalhar, dentro dos 21 dias, a compaixão. E abrir a sensibilidade para descobrir a beleza na simplicidade. Vamos brincar todos os dias e amarmo-nos mais, crianças. Peço a vocês, Peregrinos do Coração, que façamos um esforço inteligente, para voltar a unir as famílias, e unir a família interna. Podemos querer muito mais do que já estamos acostumados... Podemos querer voltar a se sentir amado na família, a se sentir seguro nesta vida. Esse é o alvo primário: voltar a conectar com o Nenê Jesus que está em nosso presépio interior e curar a relação pai-mãe dentro de nós. O alvo secundário é curar a família externa e abri-la à família sagrada de todos os seres vivos, começando pela Mãe-Terra, Pachamama. Ah...amados, eu estou muito entusiasmado, estou feliz de darmo-nos a permissão de sermos crianças.

Escutem... Muitas vezes as situações do nosso passado foram fortes, e egóicas, e isto fez como que tivessem surgido espinhos em nossa modo de nos relacionarmos. Espinhos, compreendem? E passamos a não deixar ninguém se aproximar. É uma forma de sobrevivência psicológica, mas com amor, carinho, persistência, abrindo portinhas com amor, sem pressão, sendo carinhosos e dando amor, os espinhos vão se retraindo e aos poucos os vínculos voltam a abrir-se e um dia... Um dia, ah, um dia a dança do carinho volta a acontecer entre dois seres humanos, que fazia muito não se abraçavam com amor... E neste dia as estrelas vibram de felicidade. Disto se trata estes 21 dias... De tentar com intenção luminosa pelo mais valioso... pela família, a pessoal, a espiritual, a sagrada... Então, num momento, os olhos se encontram, e choramos, perdoamos e tudo se apaga. Essa é a prática: amar a família, dar-lhe atenção, carinho, mimos...

Estamos felizes porque a família sagrada é a mística. Sim, pois quando irradio ao meio-dia à família da Mística Andina, sinto o quão valioso é cada um, o amado que é, o inteligente que são...Bah... Pura gratidão á família... E quando irradio a minha família de carne, enxergo a suave poesia que a vida tem feito neles, como têm se transformado em seres belíssimos, leves, compassivos...ah...E a família de cada um de vocês começa a ser minha família também e esta dança é belíssima... A famlia de Caridad, a de Melu, a de Munay, a de Arthurito, a de Susi, a de Verinha, a de Ursulina, a de Arthurito Dédalos, a de Sarita, a de Amparo, a de Estrela, a de Eli, a de Aradia, todas as famílias da vida são nossos irmãos. Ah... Queridos! Por favor, ponhamos mãos à massa e curemos nossas famílias... Ah...a família! Eu convido vocês, amados, a brindar com o copo do coração pela família. Brindemos pelo alvo mais alto, pelo trabalho mais honroso.

E como fazer? Justo agora quando estamos querendo cortar vínculos com os pais? O trabalho de corte de vínculos energéticos ajuda, pois a pessoa se libera das cobranças energéticas. É muito bom cortar os fios energéticos e amar a família pelo que são, por ser nossa família, só por isso, por nada mais, e não cobrar, nem deixar-se cobrar por nada. Só amor. Sem cobrança. Isto não quer dizer afastar-se. Quando você desliga-se energeticamente destes laços de cobrança pode amar aos familiares mais livremente. Amar sem apego. Como poderíamos afastarmo-nos da família, como? É impossível afastar-se. Estamos unidos. Somos a mesma árvore, uma só família.

E temos que cuidar desta nossa família da Mística Andina, pois ela é preciosa, cada um de seus membros é precioso, único. Cada ser vivo és tão valioso. A vida de uma plantinha é valiosíssima e se uma borboleta sofre, sofre toda a vida. Então, convido a que levantemos juntos o copo do coração e brindemos pela família, pelo amor, por esta vida!!! Enchamos o copo do coração de perdão, de entendimento, de sinceridade. E brindemos, amados!

“Tin, tin!”
Brindemos por este intento de unir a família sagrada.
Sim, tin tin! O meu é um copo de leite! Jajajaja...
“Arriba, abajo al centro y adentro!”
Jjajjaa... Isto foi muito bom. E ADENTRO! Ao coração! Que tribo!

Bem, meus amores, então eu queria pedir uma ajuda. Que nos ajudem a expandir os 21 dias, há que ajudar as pessoas a abrirem-se a este trabalho. Ajudem-nos a ajudar. Ajude-nos a expandir esta semente! Vamos lá?

Bem, queridos, acho que era isto o que tínhamos para falar... A espiritualidade de nossa corrente luminosa é simples e leve. Nossa espiritualidade é em família, me compreendem? Quiçá sua família não compreenda, mais dê-lhe uma chance, com o tempo vão adorar.
Vou me despedindo. Um beijo grande. Tchau a todos! Amo vocês, família querida. Saudações a família de vocês!

Lucidor Flores